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A terceira semana de janeiro de 2026 entrou para a história como um período de contrastes intensos e descobertas monumentais. Enquanto a humanidade dava passos largos para retornar à Lua com o movimento de foguetes gigantes na Flórida, também enfrentava a fragilidade da vida no espaço com um retorno de emergência da Estação Espacial Internacional. Simultaneamente, aqui na Terra, mapas inéditos revelaram o que existe sob o gelo antártico, e telescópios espaciais reescreveram o que sabíamos sobre a infância do universo.
Neste artigo completo, reunimos os eventos cruciais que moldaram o cenário científico mundial nesta semana. Você entenderá os detalhes da missão Artemis II, o mistério médico da Crew-11, a descoberta de galáxias “impossíveis” e os alertas ambientais sobre os grandes deltas dos rios. Prepare-se para uma atualização profunda sobre o nosso mundo e o cosmos que o cerca.
O Gigante Desperta: Artemis II na Plataforma de Lançamento
O evento mais visual e simbólico da semana ocorreu no sábado, 17 de janeiro. A NASA realizou o “rollout” (transporte) do foguete Space Launch System (SLS), com a espaçonave Orion no topo, para a Plataforma de Lançamento 39B no Centro Espacial Kennedy, na Flórida. Esta operação complexa levou quase 12 horas para ser concluída, movendo o veículo gigante do edifício de montagem para o local de onde ele partirá para a Lua, [1], [2], [3].
Este movimento sinaliza que a missão Artemis II está em seus estágios finais de preparação. Diferente da Artemis I, que foi um teste não tripulado, esta missão levará quatro astronautas em uma viagem ao redor da Lua, marcando o retorno da humanidade ao espaço profundo pela primeira vez desde 1972. A NASA está trabalhando com uma meta ambiciosa de lançamento para o início de fevereiro de 2026. Agora na plataforma, as equipes realizarão testes finais de integração e ensaios de contagem regressiva para garantir a segurança da tripulação, [2], [3].
Emergência em Órbita: O Retorno da Crew-11
Enquanto a NASA celebrava o progresso lunar, uma situação tensa se desenrolava na órbita baixa da Terra. Na sexta-feira, 16 de janeiro, a cápsula Dragon da SpaceX trouxe de volta os quatro astronautas da missão Crew-11 mais cedo do que o previsto. A amerissagem (pouso no mar) ocorreu perto de Houston, encerrando a missão de forma abrupta devido a uma questão médica, [4], [2], [5].
A NASA classificou a operação como uma “evacuação médica”, um procedimento raríssimo na história da Estação Espacial Internacional (ISS). Embora a agência não tenha divulgado detalhes específicos para proteger a privacidade do astronauta afetado, foi confirmado que se tratava de uma “preocupação médica séria”, mas não uma emergência de risco de vida imediato. O retorno seguro da tripulação demonstrou a eficácia dos protocolos de emergência e a capacidade de resposta rápida das parcerias comerciais no espaço, [6], [5].
Astronomia: Galáxias “Impossíveis” e Visitantes Interestelares

No campo da cosmologia, uma descoberta publicada em 18 de janeiro desafiou as teorias sobre a evolução do universo. Astrônomos confirmaram a existência da galáxia espiral barrada mais antiga já observada. Esta estrutura, muito parecida com a nossa Via Láctea, já estava totalmente formada apenas 2 bilhões de anos após o Big Bang. Segundo os modelos tradicionais, o universo naquela época deveria ser caótico demais para permitir a formação de estruturas tão organizadas e complexas tão cedo. Isso sugere que as galáxias podem amadurecer muito mais rápido do que a ciência acreditava anteriormente, [7], [8].
Mais perto de casa, o Sistema Solar está recebendo um visitante raro. O cometa 3I/ATLAS, um objeto interestelar (vindo de outro sistema estelar), cruzou a órbita de Marte e passou por trás do Sol. Imagens do Telescópio Espacial Hubble mostraram que ele possui um núcleo gelado e um “casulo” de poeira em forma de lágrima. A NASA está monitorando este objeto enquanto ele segue em direção a Júpiter, previsto para março de 2026, antes de deixar nosso sistema para sempre. Estudar este cometa é uma oportunidade única de analisar material de fora do nosso sistema solar sem sair de casa, [9], [10], [11].
O Mapa Oculto da Antártida e Deltas em Perigo
A ciência da Terra também trouxe revelações cruciais. Um novo mapa da Antártida, divulgado em 15 de janeiro, “removeu” digitalmente as camadas de gelo para revelar a topografia do continente. O estudo expôs um mundo oculto de vales, montanhas e lagos subglaciais que influenciam diretamente o fluxo do gelo para o oceano. Compreender essa base rochosa é vital para prever com precisão o derretimento futuro e o aumento do nível do mar, [12], [2].
Em paralelo, um estudo alarmante indicou que 18 dos maiores deltas de rios do mundo — incluindo o Nilo e o Amazonas — estão afundando (subsidência) mais rápido do que o nível do mar está subindo. A causa principal é a extração humana de água subterrânea e a retenção de sedimentos por barragens. Isso coloca milhões de pessoas em risco de inundações catastróficas, exigindo novas estratégias de gestão hídrica, [13], [14].
Paleontologia: Segredos da Era do Gelo e Ancestrais Humanos

A semana também foi rica para a paleontologia. Pesquisadores analisaram o esqueleto mais completo já encontrado de um Homo habilis, datado de mais de 2 milhões de anos, preenchendo lacunas importantes na evolução humana, [15]. Além disso, no Ártico, cientistas recuperaram DNA de um rinoceronte lanudo preservado no estômago de um filhote de lobo mumificado de 14.000 anos. A análise genética sugere que a extinção desses gigantes foi impulsionada por mudanças climáticas rápidas que alteraram sua fonte de alimento, e não apenas pela caça humana, [16].
Perguntas Frequentes
Quando a Artemis II será lançada?
A NASA está trabalhando para um lançamento no início de fevereiro de 2026, agora que o foguete já está na plataforma para os preparativos finais, [2], [3].
Por que a Crew-11 voltou mais cedo?
Devido a uma “preocupação médica séria” com um dos astronautas. A NASA realizou uma evacuação preventiva para garantir o tratamento adequado na Terra, [2], [5].
O que é o Cometa 3I/ATLAS?
É um cometa interestelar que se originou fora do nosso sistema solar. Ele está apenas de passagem e oferece uma chance rara de estudar a química de outros sistemas estelares, [9], [11].
Por que os deltas dos rios estão afundando?
Principalmente devido à extração excessiva de água subterrânea, que compacta o solo, e às barragens que impedem a chegada de novos sedimentos para repor o terreno, [13], [14].
Fontes: NASA, Space.com, Live Science, Universe Today, National Geographic.




