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A avaliação faz sentido dentro do momento atual da DC Studios. Depois de apresentar uma nova fase com Superman, James Gunn e Peter Safran apostam em Kara como o segundo grande nome cinematográfico do novo universo. A escolha é ousada, porque Supergirl não aparece aqui como uma versão feminina e mais leve de Clark Kent, mas como alguém marcada por perdas, raiva, solidão e uma relação muito diferente com o heroísmo.
Dirigido por Craig Gillespie, escrito por Ana Nogueira e estrelado por Milly Alcock, o filme leva Kara para uma aventura interstellar de vingança e justiça. A proposta mistura ficção científica, drama familiar, ação, humor ácido e uma energia mais rebelde do que a vista em Superman.
Supergirl começa bem no novo DCU
Supergirl funciona melhor quando entende que Kara Zor-El não precisa ser uma cópia de seu primo. A personagem tem uma origem parecida em termos kryptonianos, mas emocionalmente viveu uma experiência muito mais traumática.
Enquanto Clark foi criado na Terra por pais amorosos, Kara cresceu cercada pela queda de Krypton e pela perda de tudo que conhecia. Essa diferença muda completamente sua forma de agir. Ela é menos idealista, menos paciente e mais disposta a reagir com raiva antes de encontrar um caminho mais heroico.
O filme parece interessado em mostrar justamente essa tensão. Kara não começa como símbolo perfeito de esperança. Ela é uma jovem adulta tentando lidar com dor, excesso, isolamento e falta de propósito. Isso torna sua trajetória mais humana e, em muitos momentos, mais interessante.
A força da crítica positiva está nesse ponto: a produção encontra emoção real dentro da aventura cósmica. O problema é que, em alguns momentos, o filme parece preocupado demais em equilibrar vários elementos de universo compartilhado, quando a própria Kara já seria suficiente para carregar a narrativa.
Milly Alcock entrega uma Kara mais ferida e rebelde
Milly Alcock é o centro de Supergirl. A atriz interpreta Kara Zor-El como uma figura cansada, impulsiva e emocionalmente instável, mas sem transformar a personagem em alguém antipática. Existe vulnerabilidade por trás da postura rebelde.
Essa Supergirl não é a heroína sempre luminosa que parte do público pode imaginar. Ela bebe, foge de responsabilidades, discute com Clark e parece carregar uma dor que ainda não sabe nomear. O resultado é uma protagonista com arestas, mais próxima de uma anti-heroína em processo de amadurecimento.
O site The Credits destacou que Craig Gillespie descreveu essa abordagem como uma história de anti-heroína, com Kara carregando muitos demônios e bagagem emocional, em contraste direto com o momento de vida de Superman. Essa diferença é uma das bases mais fortes do filme.
Quando a câmera fica em Alcock e deixa a personagem respirar, Supergirl encontra seus melhores momentos. Kara tem carisma, dor e presença suficientes para sustentar a história. Por isso, quando o filme tenta dividir demais a atenção com elementos externos, surge a sensação de que ele poderia confiar ainda mais nela.

Ação e emoção funcionam na dose certa
Um dos maiores acertos do filme está no equilíbrio entre ação e emoção. Supergirl tem sequências de combate, viagens espaciais, ameaças alienígenas e humor, mas não abandona o lado íntimo da protagonista.
A ação funciona porque nasce de motivações pessoais. Kara não entra na aventura apenas para salvar o universo ou cumprir um dever abstrato. Ela age porque algo próximo a ela foi atacado, e isso ativa uma resposta emocional imediata.
Esse tipo de motivação deixa o filme mais direto. Em vez de começar com uma ameaça gigantesca e impessoal, a história parte de um dano específico, ligado à vida de Kara, Krypto e Ruthye. A escala cresce depois, mas o centro emocional permanece claro.
Ao mesmo tempo, a produção usa bem o contraste entre cenas mais intensas e momentos de humor. Krypto ajuda nesse equilíbrio, enquanto a presença de personagens como Lobo adiciona energia caótica ao tom da aventura.
Assista ao trailer oficial de Supergirl
O trailer oficial mostra Kara em uma fase mais desajustada, viajando pelo cosmos, lidando com Superman, protegendo Krypto e entrando em uma jornada de vingança e justiça ao lado de Ruthye.
Por que o filme poderia confiar mais na heroína?
A principal ressalva apontada pela crítica está na ideia de que Supergirl poderia confiar ainda mais no potencial da própria Kara. Isso não significa que o filme falhe com a personagem, mas que, em certos momentos, parece hesitar entre ser uma história íntima sobre ela e uma peça de construção do DCU.
Esse é um desafio comum em universos compartilhados. Todo filme precisa contar sua própria história, mas também plantar sementes para o futuro, apresentar personagens, sugerir conexões e manter o público pensando no próximo capítulo.
No caso de Supergirl, essa divisão pode pesar porque Kara é uma protagonista forte o bastante para ocupar o centro sozinha. A dor dela, sua relação com Krypton, seu contraste com Superman e sua busca por propósito já oferecem material dramático suficiente.
Quando o filme se dedica a isso, ele cresce. Quando tenta acomodar muitas peças ao mesmo tempo, pode parecer que está segurando a personagem para servir ao tabuleiro maior da franquia.

Krypto aumenta o peso emocional da aventura
Krypto tem papel importante em Supergirl. O cão superpoderoso não entra apenas como alívio cômico ou mascote fofo. Ele funciona como o vínculo emocional mais claro de Kara, alguém que representa família, companhia e afeto em uma vida marcada por perda.
A matéria do The Credits explica que o trailer coloca Krypto como ponto de virada da trama: quando ele é atingido por um dardo alienígena e passa a correr risco de morte, Kara precisa encontrar uma cura antes que seja tarde demais.
Esse detalhe é simples, mas eficiente. O público entende rapidamente por que Kara reage com tanta intensidade. Krypto é mais do que um cachorro: é uma das últimas conexões afetivas da protagonista em um universo onde ela sente que não tem lugar.
Ao usar Krypto dessa forma, o filme transforma uma premissa que poderia parecer absurda em motor emocional. A jornada de Kara não começa por obrigação heroica, mas por amor, medo e desespero.
Ruthye e a jornada de vingança
Ruthye Marye Knoll, interpretada por Eve Ridley, é outra peça central da história. A jovem entra na vida de Kara após uma tragédia envolvendo sua família e o vilão Krem das Colinas Amarelas.
A relação entre Ruthye e Kara permite que o filme explore a diferença entre vingança e justiça. Ruthye quer resposta para sua perda, enquanto Kara precisa decidir se vai apenas reagir com violência ou se vai se tornar algo maior.
Esse espelhamento é interessante porque as duas personagens carregam dores semelhantes. Ambas foram marcadas por perdas violentas. A diferença está na forma como cada uma tenta lidar com isso.
Quando o filme aproxima Kara e Ruthye, ele encontra um caminho emocional forte. A relação das duas ajuda a transformar a aventura cósmica em uma história sobre trauma, raiva, proteção e amadurecimento.
Lobo e o risco de desviar o foco
Jason Momoa aparece como Lobo, o mercenário intergaláctico da DC. A presença do personagem é naturalmente chamativa, tanto pelo visual quanto pelo peso de Momoa dentro da cultura pop.
Lobo combina com o tom mais irreverente e violento de Supergirl. Ele adiciona caos, humor e energia de quadrinhos cósmicos. Ao mesmo tempo, sua presença também representa um risco: roubar atenção demais de Kara.
Esse é um dos pontos em que a crítica sobre “confiar mais na heroína” ganha força. Supergirl tem personalidade suficiente para liderar o filme, mas personagens muito espalhafatosos podem deslocar o centro emocional se forem usados em excesso.
O ideal é que Lobo funcione como tempero, não como prato principal. Ele pode expandir o universo, preparar futuras histórias e divertir o público, desde que a jornada de Kara continue sendo o coração da narrativa.
O que Supergirl representa para o novo DCU?
Supergirl é importante porque mostra que o novo DCU não quer repetir sempre o mesmo tipo de heroísmo. Superman representa esperança, bondade e fé no melhor das pessoas. Kara, por outro lado, carrega uma visão mais ferida do mundo.
Essa diferença é saudável para a franquia. Se todos os heróis do novo universo agirem com a mesma energia moral, o DCU corre o risco de parecer plano. Supergirl oferece contraste: ela é poderosa, mas instável; heroica, mas raivosa; engraçada, mas profundamente triste.
O filme também amplia o lado cósmico da DC. Com Krypto, Lobo, Krem, Ruthye e viagens interplanetárias, a produção mostra que esse universo pode ir além da Terra sem perder emoção.
Se a DC Studios souber aproveitar essa base, Kara Zor-El pode se tornar uma das figuras mais interessantes da nova fase. Não por ser “a prima do Superman”, mas por ter uma identidade própria.
Ficha técnica do filme
| Informação | Detalhe |
|---|---|
| Filme | Supergirl |
| Personagem principal | Kara Zor-El / Supergirl |
| Atriz principal | Milly Alcock |
| Direção | Craig Gillespie |
| Roteiro | Ana Nogueira |
| Produção | James Gunn e Peter Safran |
| Elenco | Milly Alcock, Matthias Schoenaerts, Eve Ridley, David Krumholtz, Emily Beecham, David Corenswet e Jason Momoa |
| Estreia internacional | A partir de 24 de junho de 2026 |
| Estreia na América do Norte | 26 de junho de 2026 |
| Distribuição | Warner Bros. Pictures |
| Universo | DCU / Capítulo Um: Deuses e Monstros |
Supergirl funciona melhor quando se afasta de Superman
Uma das decisões mais importantes do filme é diferenciar Kara de Clark. A comparação com Superman é inevitável, mas a história deixa claro que eles não são iguais.
Clark foi criado como humano, cercado por amor e valores terrestres. Kara viu seu mundo morrer, cresceu carregando trauma e chegou à fase adulta com uma relação muito mais amarga com a existência.
Essa diferença permite ao filme trabalhar uma pergunta interessante: o que acontece quando alguém com poderes quase divinos não se sente inspirada a ser símbolo de esperança?
A resposta está na própria jornada. Kara não precisa começar como ideal perfeito. Ela precisa descobrir, aos poucos, se ainda consegue escolher proteger alguém mesmo depois de ter perdido tanto.
Vale a pena assistir Supergirl?
Supergirl parece ser uma aposta forte para quem quer ver o DCU explorando novos tons. O filme combina aventura espacial, ação, humor e drama de personagem sem tentar transformar Kara em uma versão suavizada de Superman.
A nota positiva da crítica indica que a produção entrega uma experiência sólida, com bons momentos emocionais e sequências de ação eficientes. O principal ponto de atenção está na necessidade de deixar a heroína ocupar ainda mais espaço.
Para fãs da DC, o longa vale pela apresentação de uma Kara mais complexa. Para quem acompanha o novo DCU, vale por expandir o universo além da Terra. Para quem gosta de histórias de heroínas imperfeitas, pode ser uma das apostas mais interessantes da fase inicial da DC Studios.
Perguntas frequentes sobre Supergirl
Supergirl recebeu nota alta da IGN Brasil?
Sim. A crítica divulgada pela IGN Brasil aparece com nota 8.5, destacando que o filme combina ação e emoção, embora pudesse confiar ainda mais no potencial da heroína.
Quem interpreta Supergirl no novo filme?
Milly Alcock interpreta Kara Zor-El / Supergirl.
Quem dirige Supergirl?
O filme é dirigido por Craig Gillespie.
Quem escreveu o roteiro?
O roteiro é de Ana Nogueira.
Quando Supergirl estreia?
O filme estreia internacionalmente a partir de 24 de junho de 2026 e chega aos cinemas da América do Norte em 26 de junho de 2026.
Supergirl faz parte do novo DCU?
Sim. O filme faz parte do novo DCU comandado por James Gunn e Peter Safran.
Krypto aparece em Supergirl?
Sim. Krypto tem papel importante na jornada emocional de Kara.
Jason Momoa aparece como Lobo?
Sim. Jason Momoa interpreta Lobo, o mercenário intergaláctico da DC.
Superman aparece no filme?
David Corenswet está no elenco como Superman, primo de Kara Zor-El.
O filme é baseado em Supergirl: Woman of Tomorrow?
A produção é inspirada na minissérie Supergirl: Woman of Tomorrow, de Tom King e Bilquis Evely.
Conclusão
Supergirl chega como uma das apostas mais importantes da nova DC Studios. A crítica positiva indica que o filme acerta ao entregar ação, emoção e uma Kara Zor-El mais intensa, rebelde e emocionalmente marcada.
O grande trunfo está em Milly Alcock. A atriz dá a Kara uma energia própria, diferente de Superman e distante da ideia de heroína perfeita. Essa Supergirl é ferida, irônica, impulsiva e cheia de contradições, o que a torna mais interessante.
A principal ressalva é justamente o desejo de ver o filme confiar ainda mais nessa força. Kara tem potencial para sustentar o longa sem depender tanto de elementos de franquia, participações chamativas ou preparação para o futuro do DCU.
Mesmo assim, o resultado parece confirmar que Supergirl tem espaço para ser uma das personagens mais fortes da nova fase da DC. Se os próximos filmes abraçarem ainda mais sua complexidade, Kara Zor-El pode deixar de ser apenas “a prima do Superman” e se tornar uma das figuras centrais do universo.